Vários especialistas referem que as indústrias que vão vingar no pós-crise são: as relacionadas com o ambiente (onde constam as energias renováveis), a nanotecnologia, a biotecnologia e a saúde (serviços e industrias ligadas à mesma), entre outras.
Ora, Braga terá dentro em breve em funcionamento o Laboratório Internacional de Nanotecnologia - LIN, onde laborarão investigadores internacionais prestigiados e certamente despertará outro interesse da comunidade científica (nacional e internacional), de empresas (nacionais e multinacionais), investidores (Banca, Fundos Investimento, Empresas de Private Equity, Businness Angels, entre outros), empreendedores (recém-licenciados de Universidades – nacionais e estrangeiras, investigadores - nacionais e estrangeiras, pessoas com carreiras de sucesso – no país e/ou no estrangeiro, empresários – nacionais ou mutinacionais), alunos de mestrados, formandos, formadores e congressistas – nacionais e internacionais. Muitos se interessarão pelo tema e, certamente, adicionalmente à actividade normal do LIN, organizar-se-ão formações avançadas, congressos, seminários que despertarão interesse em várias partes do mundo.
Esta nova realidade, obviamente exigirá uma inevitável renovação da visão política local/regional. Digo local/regional, porque refiro-me não só ao município e ao poder político, embora este seja parte importante e fundamental, mas à comunidade de uma forma geral, ou se preferirem à denominada “sociedade civil”.
Em poucas palavras diria que Braga, se houver uma resposta integrada e ambiciosa de todos os intervenientes, poderá tornar-se INTERNACIONAL, ECONOMICAMENTE INOVADORA E ATRACTIVA.
A oportunidade que temos em mãos, exigirá de nós audácia e poderá transformar Braga numa cidade internacionalmente conhecida, na cimeira numa das áreas que certamente se falará no futuro - a nanotecnologia -, cuja aplicações da sua investigação será transversal a todos os sectores da economia.
Para isso, tornar-se-á primordial mobilizar todos os intervenientes da sociedade bracarense – Município, Universidade, Empresários e Empresas, Escolas, Organizações e Cidadãos – e outros intervenientes regionais, nacionais e internacionais para se executar a transformação que esta nova realidade exigirá. Por exemplo, devia-se pensar numa Plataforma de Cooperação para criar as sinergias necessárias para melhor se aproveitar todas as oportunidades que teremos num futuro breve e “alavancar” (potenciar) ao máximo este investimento e outros conexos.
Como já referi, e aproveitando o período (autárquico) eleitoral que se avizinha, acredito que o Município de Braga, conjuntamente com a Universidade do Minho, deverá assumir um papel primordial e de liderança na definição e execução da estratégia necessária para transformação que falo.
Esta Transformação deverá ter os seguintes objectivos:
• Internacionalizar a região;
• Captar Investimentos e empreendedores ao nível nacional e internacional;
• Facilitar o surgimento e atracção de outras actividades que se poderão instalar por força da instalação do LIN em Braga, como novos centros de investigação (de empresas, universidades e outras), Seminários e Congressos Internacionais, Cursos avançados, instalação de novas empresas que lhes permita usufruir da vantagem da proximidade do LIN, entre outras;
• Divulgar internacionalmente toda actividade relacionada directa e indirectamente com o LIN;
• Articular e transformar actividade Cultural, Turísticas, Património e Urbanística a esta nova realidade, de forma a permitir atrair e reter mais pessoas (turistas e trabalhadores), projectos e empresas.
• Intensificar a Cooperação entre vários parceiros locais e externos;
• O acompanhamento de perto da actividade de Investigação do LIN, Universidades, Congressos relacionados com o tema e de outras organizações que se possam vir a instalar.
Para isso, qualquer projecto autárquico que tenha a ambição de aproveitar a oportunidade criada pelo investimento e instalação do Laboratório Ibérico tem que contemplar um conjunto de medidas/propostas.
Passo a enunciar algumas ideias, que não pretendo que sejam extensivas nem detalhadas.
Antes de mais, é necessário (re)constituir um Gabinete de Relações Internacionais e Imagem capaz de profissionalmente responder aos novos desafios de internacionalização e divulgação da cidade, com uma imagem corporativa do município e da Cidade integrada, coerente e eficaz.
Por outro lado, é necessário criar um Gabinete ou Agência de Apoio ao Investidor (que se poderia, por exemplo, transformar o PEB – Parque de Exposições de Braga numa (nova) entidade que para além da actual actividade, assumisse esta). Este gabinete/agência deveria funcionar em articulação com o AICEP e segundo os moldes e princípios de um departamento Relações com os Investidores (“Investor Relations”, como é conhecido no mundo empresarial), pois à semelhança das empresas cotadas procuraria investidores dispostos a investir em Braga e era capital/investimento que entrava na nossa região. Esta é, aliás, uma proposta que tive oportunidade de defender em 2005, enquanto membro da JS e participante no Manifesto Eleitoral Autárquico proposto na época pela Juventude Socialista. Poderá ser consultado em http://www.jsbraga.com/webdocs/autarquico_2005.pdf a partir da página 15.
Se nessa altura, confesso-vos, podia haver dúvidas quanto à pertinência da proposta, no actual contexto parece-me essencial.
Outra função que poderia ter esta agência seria identificar Projectos de Interesse Estratégico para o Município (poderia designar-se PIM), onde todo o processo poderia ser mais célere e prioritário.
Outra situação importante e, que tem que ganhar realce ainda maior, é a relação com as Universidades existentes em Braga. Para tal, deverá existir um pelouro específico relacionado com “Universidades e Investigação” que possam ter um papel facilitador de toda a actividade e que permita construir a ideia “Braga – Cidade Conhecimento e Inovação”.
De forma a articular Cultura, Turismo, Património e Urbanismo para esta nova realidade, é necessário passar duma visão “departamental” em termos de organização e mais “orgânica”, criando grupos de trabalho conjuntos (em linguagem de gestão, refiro-me aos designados “círculos de qualidade”) que se preocupem em implementar uma visão integrada e interdependente.
A autarquia deverá também liderar uma Plataforma/ Consórcio que seja capaz de lançar ideias, integrar e apoiar projectos (de entidades públicas, privadas ou outras) que vão ao encontro da ambição de Braga aproveitar as oportunidades da instalação do LIN na nossa cidade. Esta Plataforma/Consórcio deveria integrar todas as instituições e organizações (locais ou não locais, públicas e privadas) que se considerasse que têm um papel importante na execução dos objectivos dos mesmos.
Estas são algumas das sugestões que deixo e que acho essenciais para o debate que se avizinha, a propósito das eleições autárquicas de 2009.
Termino com a seguinte citação “A Sorte Ajuda os Audazes”. É com Audácia que teremos “MUITO MAIS BRAGA”.
J Miguel Corais
Militante do PS/Braga e Membro da Assembleia Municipal de Braga do PS
E-mail: jmcorais@gmail.com
http://ofuturopassaporaqui.blogspot.com/






















